Não adianta nem reclamar. Somos todos tolos sim! Ainda ontem caminhava pela praia com um amigo, com quem brinquei: “ Cara, não tá a fim de fazer um seguro e me colocar de beneficiário?” Diante de uma cara que nunca vi, nos quase vinte anos de amizade, mas amizade de verdade, tive de completar: Você tá com uma cara que já vai te acontecer alguma coisa ruim. Ainda brincando, mas com aqueles ares de conselheiros que assumimos quando os problemas não são conosco, passei a enumerar todas as coisas erradas que imaginava ele estar fazendo.
Comendo comida com muito sal. Tomando muita cerveja. Trabalhando demais. Tentando resolver os problemas dos outros. Estressado com os filhos, com quem – verdadeiramente – não vinha tendo um bom relacionamento, muito embora afirmasse o contrário. Aliás, isso parecia ser realmente a fonte de seus problemas. E o segundo casamento, embora não oficial, caminhando bem, apesar de alguma torcida contra; afinal, sempre tem alguém torcendo contra, quando alguma coisa dá dando certo.
Apesar dos contratempos, diagnosticados por mim, por talvez nele me enxergar, sua vida financeira caminhava as mil maravilhas. Empresa progredindo, adquirindo bens, buscando o crescimento, carro do ano, moto na garagem, e coisa rara hoje em dia, nenhuma reclamação financeira.
Passados alguns dias da brincadeira sem graça, continuamos ambos cuidando da vida. Eu, com nem tantos problemas quanto ele, mas igualmente preocupado com a unidade familiar, e principalmente com os meus credores que, sem qualquer rebuço, telefonam, mandam mensagens e mensageiros, cobrando às vezes sutilmente, outras nem tanto, valores que são também às vezes singelos e outras vezes nem tanto, como que se de repente, eu tivesse me tornado inadimplente por vontade própria, e não por conta de inúmeros compromissos do dia a dia, e que nos impedem de honrar nossos compromissos como desejamos.
E o dentista, procurado às pressas por conta de um dente quebrado ( da frente), já desgastado pelo tempo, cujo tratamento ficou semi-acabado, também por conta daquela crônica falta de dinheiro, precisa receber o seu, senão sou candidato a “janelinha do ano”.
Lá vamos nós em busca de recursos, rolando dividas de um lugar para o outro, à busca de pagar um juro um pouco menor, meio que embalado pela propaganda dos bancos oficiais,. É bem verdade que entre o temor e a expectativa que quase nunca acaba se concretizando, de uma solução satisfatória.
Enquanto eu corria, dos meus credores, e atrás das soluções, tive alguns momentos normais. Comi uma moela cozida (muita bem cozida, face a ausência do canino), como uma cervejinha gelada, com meus filhos, como nos velhos tempos. Amanheci, revigorado para a batalha financeira.
No entanto, um telefonema, um simples telefonema, mudou completamente o foco do problema. Meu amigo, aquele que eu brinquei morbidamente, havia tido um AVC e estava internado.
Corri para o hospital, como que culpado pela minha brincadeira ter se concretizado. Vi rostos de filhos, amigos, mulher, todos angustiados na busca de notícias, que nem sempre são claras. A antipatia que imediatamente temos pelos médicos, diante da sua frieza vai sendo lentamente substituída pelo sentimento de agradecimento, por estarem cuidando de quem amamos.
Meu amigo não morreu! Provavelmente ficará com alguma seqüela (queira Deus que não).
E eu depois de ver, uma pessoa se lançar do segundo andar do mesmo hospital, e tentar consolar os familiares, tive de continuar a minha luta. Afinal, como dizem aqueles que certamente nunca se viram em situação semelhante: a vida continua.
Mesmo a contragosto fui atrás do que achava mais importante: o dinheiro. Mais, uma vez, percebi o quanto estava errado, eu e a maioria dos que somente com ele se preocupam. Ao chegar ao Banco, onde imaginava ter meu problema resolvido, encontrei uma moça que sempre me atende.
Pelo seu jeito de me cumprimentar, imaginei que tivesse com problemas, e contei o que estava acontecendo, até para animá-lo em relação ao seu problema.
Descobri então, que seu nervosismo era apenas por ter de enfrentar logo mais, a apresentação de sua monografia.
Tentou ainda, me atender, mas sua cabeça estava longe. Imediatamente, propus voltar amanhã. Quem esperou até hoje... Suas mãos frias e trêmulas apertaram com força as minhas, e seus olhos agradeceram.
Pensei, então, quão tolos somos nós, nos preocupando com coisas terrenos, enquanto Deus rege nossa vida. Quantas coisas sem importância nos afligem como se fossem o final do mundo!
Agora, enquanto meu amigo, pelo horário, deve estar dentro de uma máquina de tomografia, eu estou tomando uma cerveja por ele, pois eu sei que Deus olha por ele, e mais uma vez vai nos perdoar por nossas tolices.
Comendo comida com muito sal. Tomando muita cerveja. Trabalhando demais. Tentando resolver os problemas dos outros. Estressado com os filhos, com quem – verdadeiramente – não vinha tendo um bom relacionamento, muito embora afirmasse o contrário. Aliás, isso parecia ser realmente a fonte de seus problemas. E o segundo casamento, embora não oficial, caminhando bem, apesar de alguma torcida contra; afinal, sempre tem alguém torcendo contra, quando alguma coisa dá dando certo.
Apesar dos contratempos, diagnosticados por mim, por talvez nele me enxergar, sua vida financeira caminhava as mil maravilhas. Empresa progredindo, adquirindo bens, buscando o crescimento, carro do ano, moto na garagem, e coisa rara hoje em dia, nenhuma reclamação financeira.
Passados alguns dias da brincadeira sem graça, continuamos ambos cuidando da vida. Eu, com nem tantos problemas quanto ele, mas igualmente preocupado com a unidade familiar, e principalmente com os meus credores que, sem qualquer rebuço, telefonam, mandam mensagens e mensageiros, cobrando às vezes sutilmente, outras nem tanto, valores que são também às vezes singelos e outras vezes nem tanto, como que se de repente, eu tivesse me tornado inadimplente por vontade própria, e não por conta de inúmeros compromissos do dia a dia, e que nos impedem de honrar nossos compromissos como desejamos.
E o dentista, procurado às pressas por conta de um dente quebrado ( da frente), já desgastado pelo tempo, cujo tratamento ficou semi-acabado, também por conta daquela crônica falta de dinheiro, precisa receber o seu, senão sou candidato a “janelinha do ano”.
Lá vamos nós em busca de recursos, rolando dividas de um lugar para o outro, à busca de pagar um juro um pouco menor, meio que embalado pela propaganda dos bancos oficiais,. É bem verdade que entre o temor e a expectativa que quase nunca acaba se concretizando, de uma solução satisfatória.
Enquanto eu corria, dos meus credores, e atrás das soluções, tive alguns momentos normais. Comi uma moela cozida (muita bem cozida, face a ausência do canino), como uma cervejinha gelada, com meus filhos, como nos velhos tempos. Amanheci, revigorado para a batalha financeira.
No entanto, um telefonema, um simples telefonema, mudou completamente o foco do problema. Meu amigo, aquele que eu brinquei morbidamente, havia tido um AVC e estava internado.
Corri para o hospital, como que culpado pela minha brincadeira ter se concretizado. Vi rostos de filhos, amigos, mulher, todos angustiados na busca de notícias, que nem sempre são claras. A antipatia que imediatamente temos pelos médicos, diante da sua frieza vai sendo lentamente substituída pelo sentimento de agradecimento, por estarem cuidando de quem amamos.
Meu amigo não morreu! Provavelmente ficará com alguma seqüela (queira Deus que não).
E eu depois de ver, uma pessoa se lançar do segundo andar do mesmo hospital, e tentar consolar os familiares, tive de continuar a minha luta. Afinal, como dizem aqueles que certamente nunca se viram em situação semelhante: a vida continua.
Mesmo a contragosto fui atrás do que achava mais importante: o dinheiro. Mais, uma vez, percebi o quanto estava errado, eu e a maioria dos que somente com ele se preocupam. Ao chegar ao Banco, onde imaginava ter meu problema resolvido, encontrei uma moça que sempre me atende.
Pelo seu jeito de me cumprimentar, imaginei que tivesse com problemas, e contei o que estava acontecendo, até para animá-lo em relação ao seu problema.
Descobri então, que seu nervosismo era apenas por ter de enfrentar logo mais, a apresentação de sua monografia.
Tentou ainda, me atender, mas sua cabeça estava longe. Imediatamente, propus voltar amanhã. Quem esperou até hoje... Suas mãos frias e trêmulas apertaram com força as minhas, e seus olhos agradeceram.
Pensei, então, quão tolos somos nós, nos preocupando com coisas terrenos, enquanto Deus rege nossa vida. Quantas coisas sem importância nos afligem como se fossem o final do mundo!
Agora, enquanto meu amigo, pelo horário, deve estar dentro de uma máquina de tomografia, eu estou tomando uma cerveja por ele, pois eu sei que Deus olha por ele, e mais uma vez vai nos perdoar por nossas tolices.

Um comentário:
d + vc é foda .... escreve bem pra caralho e consegue transmitir realmente a sensação atraves de palavras, que a pessoa q le realmente sente a pira.... loco ....vamos torcer e o que eu ja tinha aprendido a muito tempo ( porque vc me ensinou) voltou a tona talves pelos drinks ou por experiencias , mas mais uma vez vc me emocionou e a unica coisa que eu posoo dizer mesmo sendo chato pra caralho as veses o q eu posso dizer vc é fodaaaaaaaaa!!! divulga essa porra desse blog q com certeza muitas pessoas gostariam de ler saus ideia bj me liga e tchau uhauhauh fui vo ranga
somos todos tolosss
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