domingo, 2 de dezembro de 2012

QUE É ISSO MINISTRO.

Lembro-me o tanto que me indignava o fato de alguns colegas delegados, invariavelmente comparecerem a um café da manhã, na casa de um certo deputado que por muitos anos presidiu a Assembléia Legislativa. Aquilo, de início me deixava muito intrigado, e eu não compreendia perfeitamente qual era o objetivo daquela puxaquismo explícito. Até que, nós, aqueles que não íamos, começamos a perceber a meteórica carreira que  tinham os convivas do mal falado café.Alguns deles rapidamente alcançaram cargos de chefias, enquanto a imensa maioria peregrinava pelos confins do Paraná, aguardando a vez, que segundo os superiores deveria obedecer um famigerado Almanaque de Promoções, que durante todo tempo que estive na ativa, nunca ví dar as caras. Enquanto que alguns se beneficiam politicamente, e por conseguinte tinham de ceder aos interesses de quem os impulsionavam, nós os outros, vivíamos uma vida de verdade, com os problemas atinentes ao cargo, e conhecendo pessoas de verdade, pelos quatro quadrantes do Estado. Pela compensação de poder ter trabalhado e conhecido gente, e por ter auxiliado gente, e por sido reconhecido por gente de verdade, a vida fluiu ao largo dos cafés e dos almanaques. No entanto, mesmo distante do centro das decisões, acompanhamos a evolução e o preço pago pelos "afortunados". E sei que muitos deles pagaram caro, mas pagaram... Agora, vejo com perplexidade, um integrante da mais alta corte do Pais- STF, contando na imprensa de sua verdadeira maratona atrás dos políticos/bandidos para ser alçado ao cargo. Contou com naturalidade excessiva, que falou com vários réus do mensalão,os quais por conta de sua nomeação ---- verdadeiramente política ---teve de julgar. Pediu apoio para diabos e anjos, muito mais para diabos, e acabou sendo nomeado. Contou que a "presidenta" ( o nominho feio)ficou  desgostosa com ele, pois julgou com imparcialidade os réus, que lá atrás correram para o nomear, pretendendo garantir um votinho.E agora, o que dizer? Alguns colegas ( minoria por favor entendem) que foram alçados a cargos de chefia, cederam e nós sabemos, aos pedidos daqueles que os impulsionaram. Errado ambos. Os que permitiram subir desta forma em detrimento dos demais colegas. Errado igualmente abusaram de suas condições, e usaram os promovidos em proveito próprio.  Enquanto isso na mais alta corte do pais, o ilustre ministro corre de porta em porta, mendigando indicação, inclusive daqueles que sabe serem assim assim não muito corretos. Depois de nomeado, julga corretamente os autos que lhe foram apresentados, sem lembrar-se da forma que ali aportou. Os que o ajudaram, demonstrando que somente o ajudaram por que pretendiam cooptar um votinho, ficaram loucos. A presidenta ficou nervosinha por que seus amigos foram enganados. A única coisa que pareceu correta, neste momento, foi o julgamento isento. Já como ele enganou os "espertos"políticos que o colocaram na corte, é outra história. Mas, como a preocupação do ministro, pareceu ser tocar guitarra, lutar jiu-jitsu, e cuidar da vasta cabeleira, teremos que aguardar quando botará suas manguinhas de fora, pois acreditar que ele é sério, diante das circunstâncias é acreditar que o Papai Noel vai tercerizar suas funções, para o coelhinho da Páscoa, e curtir seu final de ano em uma ilha do Caribe, acompanhado da Branca de Neve....

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