sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MÉDICOS x ADVOGADOS -

Uma prova realizada no estado de São Paulo, mostrou que mais de 50% dos médicos examinados, não alcançou os índices desejados. Ou seja, mais da metade dos .profissionais examinados não condições de estarem exercendo suas funções. O mais grave, no entanto é o fato de que, tal "teste" não tem qualquer efeito prático, pois para exercerem a profissão, não tem nenhuma vinculação com o fato de terem ou não sido aprovados na prova. Quer dizer, apenas para constatar, como andam os nossos queridos discípulos de Hipócrates. O que significa isso na prática. Que, se constata que os médicos, não estariam aptos a estarem trabalhando, mas estão. Talvez isso possa explicar o grande número de "erros" médicos que proliferam por aí..Evidentemente, que tal resultado não tem o condão de jogar todos os profissionais numa vala comum. Conheço muitos e excelentes profissionais, inclusive que são meus amigos, e que me atenderam em várias situações da vida, com extrema perícia e profissionalismo. Porém, a coisa é séria. Todavia, o Conselho Federal de Medicina, parece, não sei se por corporativismo ou coisa assim, simplesmente ignora a questão, os ilustres profissionais continuam inscritos no orgão. Na verdade, fica tudo como antes. E olha que eles não obrigação de se submeterem a qualquer teste para serem inscritos. Enquanto isso, a OAB, insiste no malfadado exame de ordem, sob a alegação de que;" o exame avalia  e separe os bons candidatos,daqueles que não tem condição de exercer a advocacia" (sic). Continuando;" os maus profissionais podem causar danos irreparáveis a seus clientes, pois tratam de causas que envolvem liberdade individual e do patrimônio das pessoas". Bonito, se você verdade. Primeiro, afirmar isso indistintamente é  negar a qualidade das faculdades de direito, assim como sua anunciada vigilância na questão da liberação de cursos. O Ministério da Educação e Cultura, (in)responsável pelo credenciamento de novos cursos, finge que não sabe de nada, talvez inspirada num certo ex-presidente da República. Muito bem, talvez--novamente-- o interesse financeiro prevalece. O que parece importar é o quanto as faculdades particulares podem auferir, e os famigeradas cursinhos preparatóios, quase que invariavelmente  dirigidos por pessoas com fortes ligações a OAB, igualmente possam enriquecer. Além disso, o preço pago para se submeter ao exame, não é barato, e garante uma verba considerável para a entidade. O nível das provas, ou talvez a maneira com que elas são elaboradas é uma incógnita. Conheci vários que não conseguem ser aprovadas na OAB, e o são em outros certames muto mais concorridos. Estranho né. Pois bem, acharam estranho? Agora vem o mais grave.  A Ordem dos Advogados do Brasil, não obedece um critério rígido para a concessão da Carteira. Alguns casos, julgados ao sabor do humor dos conselheiros, tem resultado diferente daquele "rigidamente" estabelecido num Estatuto. Eu disse Estatuto. Isso mesmo, através de resoluções, resolvem isso e aquilo e pronto. Recursos interpostos são solenemente ignorados. No Conselho Federal o negócio é mais sério. Simplesmente, algum conselheiro de algum rincão distante, põe os autos embaixo do braço, e faz o processo dormir assim por uns dois anos. Depois retorna com um despacho, que não tem nada a ver com a questão. A Ouvidoria é surda. Os pleitos lá sequer são investigados. Não tem qualquer retorno, que possa oportunizar um tomada de decisão. E assim funciona a OAB. .. Voltando aos nossos queridos médicos,  que não precisam prestar qualquer prova para poderem se inscrever, a lógica para indicar que não lidam com questões tão séria quanto a liberdade e bens materiais, "apenas" com vida da pessoas, com a saúde mental delas,  e com outras coisinhas de menor importância como pesssoas morreram por falta de assistências nos postos de saúde,terem membros amputados, terem esquecidos em seus corpos, tesouras, agulhas, algodão e coisas que tais.Ainda, com fetos. que morrem na barriga das mães, crianças que são esquecidas pelos corredores dos hospitais, e mais, e mais e mais. Isso não tem importância. Não precisam ser fiscalizadas as faculdades de Medicina, como não o são as de Direito ,nem tampouco fazer uma prova nacional " para avaliar aqueles que tem condição ou não de exercerem a profissão", afinal o que são saúde e vidas humanas?Parece que nada... Lamentável..
PS. com a devida vênia, dos bons profissionais, médicos e advogados....
PS ¹ - tudo aquilo quanto se falou daa falta de critério da OAB, está devidamente documentado...

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