Depois de vários contratempos,consegui retornar a normalidade. Fiquei quase trinta dias em período sabático, só observando. Passou um feriado,e os nossos queridos frequentadores, moradores e turistas, novamente, deixaram atrás de si um rastro de sujeira. Não sei como conseguem jogar nas ruas e na orla, tudo que se possa imaginar. A prefeitura veio, deu uma maquiadinha aqui, outra ali e pronto. Faz de conta que está tudo certo. Daí se ouve por ai,: " Pô essa praia é muito suja".Concordo plenamente, que não se faz qualquer tipo de investimento na beira mar, mas concordo também que os frequentadores são bem porquinhos. Normalmente, os que reclamam, estão incluídos no ról dos que sujam tudo.Os primeiros, aqueles que eventualmente aparecem por aqui, achando que não tem compromisso nenhum com a cidade,não estão nem ai. Os moradores, por acharem que a administração não faz nada, também imaginam que podem sujar. A administração reclama de ambos, e igualmente faz de conta que a história não é com ela. Assim, nesse círculo vicioso, a coisa continua tudo igual. Dei esse pequeno exemplo, para chegarmos até onde estão todos preocupados atualmente, as eleições. Se transportamos a situação da sujeira e do lixo da cidade, para a questão eleitoral, iremos observar que está acontecendo aqui, no quesito eleição, a mesma coisa que acontece com o descarte do lixo na praia. Os nativos, reclamando da admistração, apenas criticam, mas não oferecem qualquer auxílio, aparecendo somente agora, criticando por criticar. Os que aparecem apenas de quatro em quatro anos, são como os turistas. Enquanto estes poluem, por não terem compromisso com a cidade, aqueles se arriscam numa aventura, procurando arrumar uma colocaçãozinha a qualquer custo, atacando a tudo e a todos sem qualquer responsabilidade. A administração, por seu turno, continua fazendo de conta que está fazendo alguma coisa, e começa a asfaltar um trecho de rua aqui, outra acolá; a limpar uma calçada aqui, pintar outra ali. Não vi até agora, ninguém apresentar qualquer proposta que fosse verdadeira e interessante para a população. Os que estão no comando, dizem que vão fazer coisas, que poderiam já ter feito há quatro anos, e sabe se lá por que não fizeram. Os que pretendem tomar o poder,também prometem o mundo. No entanto, jamais cobraram que as coisas andassem certas nesses últimos anos. Prometem coisas inexequíveis, sem explicar como iram fazê-las.E assim, vamos para mais uma eleição. Tenho medo dos últimos dias. Denúncias, ou histórias que todos conhecemos vão começar a aparecer. Os famosos panfletos anônimos vão mostrar as sujeiras; Por que então, todos os que dizem conhecer os podres dos adversários, não tem a coragem de denunciar e cobrar providências oficiais? Preferem conviver pacificamente, numa troca mútua de favores, até que na véspera, montam um teatro para enganar o povo.E o pior é que na maioria das vezes conseguem. Talvez seja, essa troca de favores que permita que os "poderosos" da cidade, construam fora das normas oficiais, desobedecendo tudo que para os outros mortais comuns vale, e que muitas edificações ainda em construção, consequentemente sem o habite-se da prefeitura, e a inspeção dos bombeiros pelo menos, sejam alugadas, utilizadas, etc; Talvez, seja por isso também que muitos estabelecimentos comerciais não tenham alvará de funcionamento, locais onde a gente não consegue definir exatamente onde seja banheiro ou cozinha, e que não seja prioridade a nomeação de um delegado de carreira para combater o tráfico de drogas que funciona às claras.. Talvez seja por isso que pedintes e desocupados se alojam nas praças do município, intimidando os moradores, obrigados a pagar pedágio para sair de casa em paz , e muitas outras coisas. É, são tantos talvez, e nenhuma certeza. Pior do que tudo isso, é confundir o maior símbolo da democracia --- a eleição --- com uma guerra, ou melhor uma briga de rua, onde não se tem regras. e fazer dela um espetáculo deprimente, com agressões aos adversários e não inimigos políticos, não se importando em momento algum, em lançar idéias ou soluções que interessem a toda a comunidade. Talvez fosse mais inteligente e de bom tom,uma vez ainda que seja, respeitar os moradores-- expressão viva do município---, não fazendo deles meros depositantes de votos e pagadores de impostos. Ressalve-se, por importante, raras exceções que ostentam clara intenção positiva.
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