A gente até que tenta, mas não tem jeito mesmo. Muitas pessoas nesta cidade não tem o menor senso de vida em sociedade. O calçadão da Praia de Leste, é dominado por algumas figurinhas conhecidas, que se imaginam acima do bem e do mal. O código de posturas do município parece ser algo que nunca ouviram falar. Constroem tudo e da maneira que querem, sem qualquer preocupação com o cumprimento da lei. Até ai, pode-se compreender, afinal o poder público também faz de conta que não vê nada, e assim a coisa caminha. Pior de tudo, que as respectivas figurinhas são pessoas simpáticas e que pelas circunstâncias acabam sendo conhecidos e as vezes quase amigos. Partindo desse princípio, o meu querido Paulinho da Laurita, resolveu que esta noite passada deveria trabalhar em sua obra que fica contígua a minha residência, e o povo desceu o cacete. A noite inteira fez barulho de máquinas, gritos etc. Ele foi até simpático anteriormente e resolveu deixar uma fresta no muro que divide os dois terrenos, para não acabar de vez com minha ventilação. Porém, o preço está sendo muito alto. Talvez imagine que pela gentileza prestada, pode impedir o sono do povo. Hoje, pela manhã, quando resolvi levantar cansado de ouvir gritaria e motor funcionando, o povo como por mágica parou de fazer barulho. Pensei em alguns soluções durante a noite, algumas até pouco ortodoxas, mas os coitados que estavam trabalhando não deveriam estar muito felizes, imagino. Procurei, então como sempre, o caminho legal. Liguei para a gloriosa Polícia Militar.Em minutos, estava no local e o barulho parou... Viva, viva, viva, ... Ledo engando, logo depois da retirada da gloriosa, os coitados, agora já não tão coitados, deram o reinicio ao barulho, desta vez agregando aos já existentes, a comemoração por ter enganado os "home". Liguei novamente, para a gloriosa, e desta vez, como num passe de mágica, a conversa mudou. Todas as dificuldades foram colocadas, para que não voltassem ao local, tentando o solícito atendente a me ministrar algumas noções de Direito Penal. Não consegui dormir o resto da noite, não sei se por conta do barulho, ou do outro barulho que o policial fez ao tentar me convencer que, afinal de contas o que é uma noite sem dormir. Imagino que talvez pelo fato de ele estar acordado e trabalhando, condição em que estive durante quase trinta anos, e sei muito bem como é. Hoje, eu só tento dormir à noite e ficar acordado, mas muito bem acordado com as coisas, durante o dia. È não tem jeito mesmo...
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