O que mais se ouve ultimamente é lamento isso,lamento aquilo,lamento mais aquele outro. Estamos falando da implantação do subsídio?! das policiais militar e civil. A pedida inicial, obviamente ficou longe de ser alcançada. O governo, como sempre,alegou a velha e conhecida falta de caixa, como se a reenvindição fosse recente, e não houvesse tempo suficiente para equacionar a questão. A tão falada Lei de Responsabilidade Fiscal, parece que vale somente nesta hora. Para outros assuntos, sempre se dá um jeito, através daquela famosa maquiagem que somente os economistas são capazes de fazer. Isto é um ponto. Outro ponto, e que me parece mais intrigante ainda é o seguinte: dirigentes de associações, alguns colegas, outros amigos, mesmo sendo experientes acreditaram nas conversas oficiais, e repassaram informações que no fundo sabem, ou deveriam saber que são inexequíveis. Essas informações quando atingem a grande massa, ávida e necessitada de um aumento ( não uma simples reposição inflacionária) soa como uma esperança concreta de que seus problemas serão minimizados. Longos dias de negociação vão criando uma expectativa quase que incontrolável, que a não ser concretizada gera uma revolta, que se acirra ainda mais com a imediata intervenção do bem pago poder Judiciário, proibindo qualquer paralisação. Esta atitude do Judiciário, gera por sua vez mais revolta nas classes, as quais acorream aos "salvadores" de plantão, os quais habilmente vão manobrando a massa até que o tempo -- Senhor da Razão---- se encarregue de aplacar os ânimos. Finalmente, surge uma contrapoposta razoável, que parecia já estar no forno,esperando pela oportunidade de se mostrar --e pronto tudo certo. Argumentos de lá, argumentos de cá, e se impõe goela abaixo o percentual verdadeiro e que desde o começo já se conhecia. As promessas de futuros entendimentos e o desgaste da tropa,formam a dupla ideal para que se encerre o assunto. Choros e ranger de dentes, reclamações e nada acontece. Não se fala mais no assunto. Por outro lado, pessoas se aproveitam da situação para capitalizar politicamente, seja partidariamente ou não. Cumprimentos pela conquista --- ainda que pela metade ---são postados nas redes sociais, respondidas pelos salvadores, com os lamentos de não poder terem feito mais. Com todo o respeito aos meus colegas, que brigam pelas conquistas, colocados por nós em posições que possam nos representar, não me sai da cabeça de que o ora proposto era o que desde o início era tido como o real e possível, e que todas as outras tabelas foram obras de mentes sonhadoras. Perdoe-me a pretensão, mas pelo som das ruas ( e nelas estou sempre atuando e atento) parece ser esta a lógica. Quanto a outro item da batalha: melhores condições de trabalho, li recentemente um ilustrado colega afirmar entre outras coisas, que tais reclamações normalmente não procedem, pois se condições que não são ideais existem, são por culpa dos próprios funcionários que são descomprometidos com seu local de trabalho. É realmente, as instalações e viaturas,etc,etc, são "ótimas". Fácil falar dirigindo uma das subdivisões que raramente se salvam do debacle.. Queria ver se ele estivesse lotado numa dessas nossas da Região Metropolitana e nos fundões do Paraná...Lamento!
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