A Operação Verão amplamente divulgada pela mídia, com lançamento cinematográfico neste dia 16 de dezembro, já começou a dar resultados. Depois de algumas transferências de presos , providência tardia, e apenas protelátória, pois daqui a pouco as cadeias já vão inchar novamente e outras tantas blitzes em horários e locais, sem qualquer efeito prático, a Operação Verão já contabilizou sua primeira vítima. Segundo a imprensa da capital, uma pessoa morreu por que o socorro demorou mais de 30 minutos a chegar. Justificativa: uma viatura estava atendendo outra ocorrência, e algumas outras foram deslocadas para a Operação Verão. Legal né. Estava escrito nas estrelas que isso iriar acontecer. Levando-se em consideração que não existe uma reserva de viaturas e material humano, para se suprir um local, obviamente descobre-se outro. Esta lógica só não funciona para os especialistas da segurança, que todos os anos repetem os mesmos programas, com efeitos apenas midiatícos, enquanto pessoas em outras plagas pagam o preço. Se aprofundar nessa questão é tão rídicula quanto as atitudes dos policiais da capital, que a bordo de seus possantes com ar condicionado, lançam olhares ameaçadores contra todos os que aqui se encontram, como se nós moradores fossemos os culpados pelo caos e pelo desacerto da administração litorânea.Apenas fazemos o favor de aqui morar, pagar nossos impostos e teimar em investir pelo desenvolvimento do litoral. Fora isso, as blitzes mal elaboradas, em horários e locais absurdamente eleitos, servem apenas para amedrontar os moradores. Os escassos e pontuais resultados auferidos, representam absolutamente nada em relação ao que deveria acontecer. Aliás, como todos os anos, o que deveria acontecer --- de verdade --- nunca acontece. Se é que me faço por entender. Enquanto isso em Curitiba, o tempo passa, o tempo voa e as vítimas, infelizmente não continuam numa boa.
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