segunda-feira, 9 de agosto de 2010

SEXTA FEIRA SANTA

Santa minha última sexta feira. Aniversário da minha filha Giovana e da mãe dela. Duas mulheres fantásticas, uma delas convencionalmente afastada de mim,por conta dos desígnios do destino , sem no entanto, deixar de ser merecedora de todo meu carinho. Parece brincadeira, mas, a festa foi aquela que os mais frescos designam de brega. Correria o dia inteiro pra comprar carne,pão, linguiça, churrasco e outras coisas mais, num dia que todo mundo resolveu sair de carro. Fazia muito tempo que não via tanto movimento e tanta falta de educação no trânsito. O povo tá maluco. Saem correndo em todas as direções, sem saber exatamente o que querem. Fecham os outros motoristas, passam com sinal fechado. Aquela loucura. Lá pelas seis da tarde, conseguimos reunir os comes e bebes, e lá fomos nós pro boteco. Acende fogo, assopra, joga cinza nos outros. E começa a cachaça. De repente, não mais que de repente, o povo começou a chegar. E me perdoem os frescos, a festa esquentou. Com direito a batucada, cachaça, linguicinha. E as músicas. Não me perguntem como um monte de gente jovem, para delírio dos mais "maduros" lascaram umas musiquinhas , beemm de antigamente. Agepê e outros tantos ressucitaram. Pessoas queridas que não via há tempos. Eternas juras de se encontrar com mais frequência. Abraços e beijos indistintos em homens e mulheres, e em alguns moleques que levavam uns cascudos da gente e agora estão no minino uns 20 centimentos maiores que nós. Não sei se por pouca memória, ou por muita educação, não retribuiram os cascudos, mas só abraços, e a esperança de que o mundo ainda pode ser melhor. Moçada boa e educada, com bons planos, boas idéias, muito diferente dos jovens que encontrei no meu caminho profissional. Fiquei muito feliz.
Gente que não conhecia, entre elas uma acadêmica de direito, me confessou já terem comentado o blog, em discussão de aula. Não sei se pela loucura do que as vezes escrevo( as vezes?) , ou por que, de repente, não descobriam ainda todo o potencial que tem nessas cabecinhas bacanas. Gostaria muito de vê-los discutindo aqui, ou em qualquer lugar assuntos de real interesse. Qualquer dia, espero eu, as coisas hão de mudar, e os reclames e problemas que vemos no dia-a-dia, serão encarados e resolvidos de outra forma. Creio verdadeiramente que esta mudança está na mão dessa geração que me deu o prazer da presença. Lindos, inteligentes, simpáticos, educados. Tomara que somem suas qualidades e as direcionem para o lado do bem e da verdade. Esteja eu onde estiver, ficarei muito orgulhoso de uma dia ter privado da amizade deles. Obrigado piazada. Obrigado comprade Luis,obrigado "Nercinho" churrasqueiro de última hora, obrigado todo mundo. Foi realmente uma sexta feira santa.

Um comentário:

Unknown disse...

Sensacional, que sexta-feira maravilhosa e poque não dizer que porrete, daqueles que há muito não tomava, acho que desde a última pescaria. Também pudera, depois de toda aquela cervejada, partimos pro Underberg, isso mesmo e não tinha nada de brega. Tinha muita alegria como nos velhos tempos, até a patroa tomou cerveja, depois de muuuuito tempo.
Um grande abraço do Compadre Luiz.