terça-feira, 16 de abril de 2013

AINDA BEM QUE NÃO É NO BRASIL



Era uma vez três meninos que moravam num lugar bem distante. O primeiro se chamava Pedro Carlos, conhecido por todos como PC. O segundo Paulo Fernando, o PF, e o terceiro Marcos Paulo, o danadinho do MP, como diziam suas velhas titias. Brincavam brincadeiras de crianças, mas logo se via que tinham lá suas preferências. O PC parece que não tinha sono, vivia muito tempo acordado. Era muito agitado, não comia nas horas certas, nem a comida certa. Nunca teve medo ou nojo de enterrar os bichinhos mortos, alguns já meio podrinhos. As vezes, juntava pedaços dos corpos, para enterrar, e nem usava luvas: na verdade não .tinha luvas. Era um menino muito corajoso, nada temia. Brigava com meninos maiores, para defender as meninas e os meninos menores. Mesmo sendo menor, tinha muita coragem e inteligência.  Astuto e espertinho, diziam as velhas titias. Mesmo com dificuldades continuou seus estudos, se formou, em direito. O Paulo Fernando era um amigo, mas gostava de brincadeiras diferentes. Sabe como é afinal ele era mais riquinho. Muito embora gostasse de brincar como polícia e ladrão com o PC, não gostava muito de juntar bichinhos mortos e brigar com os meninos maiores. Tinha alguém para fazer isso por ele. Sabe, primos mais fortes. Gostava sim, de saber se os adultos não estavam o enganando com referência a valores e coisas assim. Sabia até brincar de banco, com cheques e controles de caixas. Coisas assim. Estudou e se formou.... em direito. O MP, ah o danadinho do MP. Dizia que era muito amigo, só que de vez em quando resolvia querer mandar nos dois. Achava-se o cara. Não tinha a mesma desenvoltura e coragem do PC, tampouco o interesse por coisas mais grandiosas que o PF adorava. Mas, que queria “fiscalizar” os dois, ah isso ele queria. Também cresceu, estudou e se formou... em direito, ainda que imaginasse ter se formado em XYXultramegapowerologia, pois imaginava entender de tudo.
Cresceram os meninos, e os caminhos se separaram. Cada qual honrando suas vocações seguiram seus caminhos, e hoje parece que somente o PC e o PF andam se encontrando de vez em quando. Quando topam com o MP, a coisa fica ruim. Este, pra não perder o costume, continua com aquela velha mania de querer mandar nos dois, ainda que não tenha razão nenhuma pra isso. Os dois, claro ficam muito loucos com ele, que agora, de repente, não mais do que de repente, resolveu imitar os dois. Isso, mesmo imitação barata e sem inspiração. Resolveu que sabe fazer as coisas que o PC e o PF sabem fazer. Pode até fazer mecanicamente, mas que não sabe como a banda toca, ah isso não sabe. Teimoso como sempre, e com aquele “q” de superioridade, quer ser mais do que os seus antigos amigos, e que com ele, fizeram poucas e boas. Cada um na sua é claro.  Pior de tudo, é o MP, sabe-se lá porque, se juntou com uns amigos, que até pouco tempo atrás eram amigos do PC e do PF, e foram por estes auxiliados, querendo dar um pau nos tadinhos. Sem qualquer motivo: -“ Eu sou o cara, sou honesto, corajoso, eficiente, trabalhador,e sei tudo”. Claro, os Pes, claro riram muito dele, pois afinal de contas, desde pequeno, muitas vezes carregaram aquele mimadinho no colo. Ele tinha um desejo muito grande de ser como o PC, admirava a riqueza do PF, e a inteligência de um outro cara que, tempos depois apareceu um tal de Mário Moreno, mais conhecido como MM. Aí a coisa ficou pior, o Mm quase sempre discordava dele, e era dona da última palavra. Talvez, seja por isso que o MP ande tão contrariado. Não consegue ser como os "Pes" e vive se indispondo com o MM. Então, não conformado com a situação, o MP correu atrás de um monte de gente, de diversos grupos e interesses e quer que os “Pes” sejam mandados por eles. Os amigos, alguns até pra cobrarem alguma coisa do MP, que está assim assim mais ou menos de vida, estão oferecendo seus ombros amigos, quiçá pensando em algo lá pra frente. Até onde eu sei os “Pes” o C e o F, também tem seus trunfos, e talvez usem algum segredo de infância que acalme o MP. Pode ser que eles conheçam algo, lá de trás, que mostre que esse tal de MP, não é o Cara. Felizmente esta história acontece num lugar, distante, muito distante, jamais um pais obediente a Constituição, como o nosso.

Um comentário:

Anônimo disse...

ótimo