Continuo vendo com tristeza que a defesa dos envolvidos prossegue na sua campanha visando desacreditar a acusação..Tudo bem, cada um escolhe sua estratégia, e sabe-se lá por que acredita nela. Antes de mais tudo, quero pedir desculpas e dizer do meu respeito pela Sra. Cristiane Yared. Não, não errei e de assunto, e depois de eu contar uma história, certamente entenderão. Nesta sexta-feira, amanhã estarei recebendo o título de pós graduado em Programação Neurolinguística. E o que isso tem a ver com a história.? respondo de pronto: durante um ano e pouco, discutimos muito sobre o poder das palavras. O que palavras mal ditas e malditas podem representar em nossa vída. Uma das definições da PNL é: PNL é o estudo da estrutura da experiência subjetiva". Enfim, como as pessoas veem e sentem e interpretam o mundo, segundo seus mapas de vida.Por isso, tantas definições diferentes sobre um mesmo assunto, dependendo do ponto de vista em que são abordadas. Ainda, PNL, assevera que todos fazemos parte de uma grande teia chamada vida. em que nossas atitudes e palavras se entrelaçam com outras. Dentre muitas vivências realizadas no ano que passou, resolvi brincar com uma, muito embora o assunto seja sério. Consiste em trabalhar a linha do tempo, projetando uma situação futura, e se colocando como realmente nela estivesse. Pois bem. Fui à frente, e me imaginei num futuro próximo no julgamento --- por homidicio doloso, modalidade dolo eventual--- do ex- deputado Fernando Ribas Carli Filho.Ele estava ocorrendo por conta do brilhante trabalho do assistente de acusação, Dr. Elias Mattar Assad, meu conhecido das antigas, e que trabalhou com afinco para que tal ocorresse. Tribunal do Jurí lotado. Estudantes de Direito, Advogados,imprensa, curiosos em geral no qual me inclui. Todos esperando pelo desfecho, afinal o acontecimento é um marco.Desde que me lembro, não vi alguém ser julgado por homicídio doloso, em acidente de trânsito.E as famílias, Yared e Ribas Carli, postadas em cantos opostos no plenário, na mesma medida de seus interesses. O jurí se estendeu por muitas horas. Testemunhas de cá e lá. Prognósticos de lá e de cá. Vários teses eram discutidos nos entornos da discussão principal. Dr; Elias, brilhante como sempre na acusação, quase tomando o lugar do promotor. A defesa, pra lá e pra cá, e de repente ( por favor gente,, agora é licença poética), o defensor pede, suplica, exige que seu cliente seja absolvido, e fala em alto e bom som:" TODOS ESSES LAUDOS PERICIAIS NÃO TEM VALOR." e portanto, não há provas contra meu cliente. Dr. Elias imediatamente esbraveja:" Como não, foram feitos pelos Institutos de Criminalística e de Medicina Legal". Sorrindo, ainda que de soslaio, o defensor pede vênia, para apresentar declarações do assistente. feitas tempos atrás. Novamente - licença poética--- pronto: exiba-se as declarações. O silêncio tomou conta do local, e os mais avisados, se inquietaram, inclusive os jurados que assistem televisão e usam a internet. E então, declarações datadas de fevereiro de 2013, davam conta, entre outras coisas do seguinte: A POLÍCIA DO PARANÁ NÃO CONHECE MEDICINA LEGAL...A TRANSCRIÇÃO DAS ESCUTAS ESTÁ ERRADA. A POLÍCIA MANIPULOU OS LAUDOS..CONFUNDIRAM BENTO XVI, COM BR 116 ( nem o papa que se retirava foi perdoado) ...VOU FECHAR O NÚCLEO QUE ESTÁ INVESTIGANDO. A POLÍCIA NÃO ENTENDE, AGORA ESTÁ COM PROBLEMA SE VISÃO E AUDIÇÃO.... E outras tantas depreciativas, referindo-se ao caso do Hospital Evangélico... Entreolharam-se todos, e mesmo diante da tentativa de o acusador, de dizer que não disse o que disse, o estrago estava feito. Logo depois disso, os jurados se recolheram para o veredito. Preferi não esperar, mas pelo que soube, a mãe da família Ribas Carli, saiu sorrindo do Tribunal, Já as outras mães....Voltei ao presente, e lembrei-me das lições aprendidas. Uma me marcou: Tudo aquilo que e falamos e fazemos volta para nós.Então. afinal, essa polícia sabe ou não sabe investigar e elaborar laudos?.É um caso a se pensar.
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