terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MORREU DE FACADA OU DE TIRO?

Com todo o respeito que merece meu prezadíssimo amigo Elias Mattar Assad, e dentro do espírito democrático que norteia as relações humanas, sou obrigar a discordar e muito, na questão das mortes do Hospital Evangélico. Ao promover um defesa midiática aos invés de uma defesa técnica, meu prezado amigo acusa a Delegada Paula Brisola de ter causado pânico ao falar sobre detalhes da investigação. Ele, todavia, continuou em todos os canais possíveis alimentando a discussão. Melhor seria se preocupar com a defesa e não achincalhar a polícia, numa tentativa de desqualificar o trabalho, tática por demais conhecida nos meios jurídicos,  e que parece funcionar muito bem com os leigos. Fala em decretar a falência do Núcleo que investiga o caso, e só falta pedir o enforcamento da delegada, alegando ser apenas ele, advogado, conhecedor de Medicina Legal. Muito bem: então a polícia desqualificada inventou uma história. O ministério público, que nas palavras do mesmo advogado é um órgão sério, não percebeu a invenção, e ainda pior convalidou as informações colhidas. O Poder Judiciário, competentíssimo na opinião do defensor, engoliu ambas as histórias com farinha..E nesse ritmo apenas a Delegada errou, interessante não? Quanto a causa das mortes, é evidente que nos atestados de óbito, consta a doença originária que fez com que os pacientes fossem encaminhados a UTI. Não poderia constar, morreu por que a ventilação artificial foi desligada ou por conta de serem suprimidos ou acrescentados medicamentos. A respeito disso, diz o ilustre defensor que a médica intensivista apenas ministra os remédios prescritos pelo médico assistente, e que não toma nenhuma decisão com referência ao paciente. Ora, fosse isso verdade, não haveria a necessidade de na UTI ter um médico responsável. Os médicos assistentes prescreveriam os remédios, e os auxiliares de enfermagem ministrariam aos doentes. É evidente que o médico intensivista está lá para corrigir os rumos, isto é, verificar se a medicação dada está sendo suficiente, assim como a ventilação está correta e outras decisões, visando regredir ao estado de cura. Claro está que pessoas internadas em uma UTI, não estão lá por livre escolha e por estarem bem de  saúde, e tem de ser assistidas de perto, muito perto, por um médico.Para terminar, devo dizer, que a pretensão do meu amigo Elias, em que constasse nos atestados uma causa diferente daquela que levou os pacientes para a UTI, é mais ou menos como perguntar? MORREU DE TIRO OU DE FACADA? A resposta mais correta seria, morreu de isso,isso,isso, e mais, por ferimento produzido por isso,isso,ou isso. Simples não, Meu prezado amigo, nos mais de trinta anos, que juntos trabalhamos, ora em um lado, ora em outro, me permitem dizer que sua capacidade é muito maior do que essa defesa midiática e espetacular que está promovendo.Você não precisa disso. Utilize sua inteligência como sempre, e assim tomara todos tenhamos a verdade revelada.

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