Já sei, vai ter um monte de gente que vai falar sobre o "duplo grau de jurisdição" e outras coisas mais. Que eu não entendo nada de processo penal, etc.etc... Deixa que falem. O que eu quero mostrar é uma coisa real, e que muita gente deve querer entender. O delegado investiga. O promotor entra em cena. O juiz imediatamente decreta a prisão temporária, e lá se vai o cara pra cadeia. No dia seguinte, pela manhã, sem que se tenha alcançado o objetivo da prisão, qual seja ouvir o indiciado, colher provas e principalmente impedir que ele atrapalhe as investigações, vem um desembargador e manda o cara embora. Pronto fica tudo do mesmo tamanho. A imprensa faz uma cena danada.Correm atrás do preso, quase se matam pra fotografar. O preso se enconde embaixo da blusa, atrás do advogado, sempre com aquela cara de satisfeito, antevendo os polpudos honorários e daqui a pouco, vupt... acabou-se o que era doce. Hoje, dia 16, aconteceu exatamente assim,relacionado a mandados de prisão.. O ex-jogador Edmundo, depois de protagonizar mais um episódio espetacular,que pelo que dele se conhece teve ter gostado, saiu solerte e faceiro, no mesmo momento em que os policiais do Rio de Janeiro chegaram a São Paulo, gastando nosso rico dinheirinho dos impostos. Então, mobilizaram-se inúmeros policiais, gastaram dinheiro, levaram o homem pra dois exames de corpo de delito, um "admissional" e outro "demissional", e o mandaram embora, depois de muito carnaval. Uma coisa que meu mediano entendimento,não consegue compreender. Será que o Juiz que decretou sua prisão, não sabia que ainda cabe recurso, como simplisticamente asseverou a desembargadora que o mandou pra rua, sem sequer entrar em detalhes meritórios? O caso em questão é emblemático, a mostrar centenas que ocorrem diariamente no Brasil, num desperdício de tempo e dinheiro, brincando de prende e solta, enquanto que coisas realmente sérias são tratadas com uma desídia incompreensível.Os criminosos de verdade, se aproveitam do espirito lúdico dos julgadores e levam muito a sérios seus negócios. Os advogados por seu turno, satisfazem suas necessidades materiais e inflam cada vez mais seus egos, como coadjuvantes de luxo desses deprimentes espetáculos. Cest la vie.
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