segunda-feira, 11 de maio de 2009

OBRIGADO MEU DEUS.

Obrigado meu Deus, por me dar problemas que posso suportar, e situações que me faça reflitir. Temos uma mania muito feia de reclamar de tudo e de todos. Achamos que qualquer coisa que nos acontece, é um problema. Na verdade são apenas coisas que lá atrás plantamos, consciente ou inconscientemente, e cujo resultado aparece de um momento para outro. Normalmente, essas " desgraças" que parecem os atingir, acontecem quando estamos despreocupados com elas, e pouco vigilante, imaginando, até pelo decurso de tempo, entre o mal feito e o resultado, que nada mais poderia nos acontecer. E, assim, sem se preocupar com os verdadeiros valores e problemas da vida, vamos vivendo preocupados com as insignificâncias, enquanto que a natureza, trabalhando silenciosamente, vem nos cobrar contas antigas. Só posso compreender dessa forma. Pior de tudo, e isso não consigo compreender, é que a vida ao nos cobrar contas envolve pessoas aparentemente inocentes, de quem delas nada se sabe de mal. Polarizar o resultado de alguns acontecimentos momentaneamente inexplicáveis, na conta do bem e do mal, parece não ser assim tão simples. O acompanhamento do noticiário diário nos remete àlgumas reflexões. Gente matando e gente morrendo, parece ser a tônica. Isso quando nos concentramos nas camadas mais baixas. Corrupção, apropriação e tantos outros ãos, quando se trata de malfeitores mais sofisticados. Os que matam e os que morrem, principalmente em se tratando de jovens, são ambos vítimas. Uma de imediato. Outra a médio prazo. Uma se vai deixando saudades, tristezas, contas pra pagar e as vezes alívio para seus familiares. A outra, o matador, morrendo a médio prazo dentro de uma desgraça eufemisticamente chamada de prisão (cujo objetivo é punir, mas ressocializar), e se não morto literalmente dentro do último degrau da degradação do ser humano, sabe que está se preparando para tal. Ao sair,morre literalmente por conta de suas ligações, ou esfaleça todos os valores e conceitos no universo ilusório das drogas.Acidentes/delitos, por conta de falta de cuidados básicos e da falta de respeito as normas da vida em sociedade, diariamente são noticiados. E dependendo dos envolvidos, mais precisamente do padrão de vida dos envolvidos, a notícia é reportada. Ainda, a semana que passou mostrou isso. Um deputado dirigindo a quase 200 km por hora, passou com um Passat Blindado ( devia estar preocupado com a segurança que atinge a nós simples mortais), por cima de um outro veículo, matando duas pessoas. E o noticiário insiste em falar do estado de saúde do sobrevivente - obviamente o condutor do blindado ---, enquanto que, quase às vesperas do dia das mães, duas delas enterraram seus filhos, sem muita cobertura da mídia. De passagem falaram que eram dois jovens cheio de esperanças e trabalhadores. Um deles com a mesma idade do deputado. E só. A cobertura voltou-se para o estado de saúde do digno parlamentar dublê de piloto de corrida. Se, como defendem os espiritualistas, esses acontecimentos nefastos acontecem para que as pessoas aprendam e crescer espiritualmente, resta apenas desejar que Deus dê paz e consolo as familias das vítimas, coadjuvantes inconscientes de uma atitude irresponsável, e ao sobrevivente luz e discernimento para se elevar espiritualmente.E, imaginar, na grandeza de Deus que as vítimas, mesma diante da sua efêmera passagem por essa vida, tenham cumprido suas missões. Não se pode olvidar, todavia, a responsabilidade legal sobre o ocorrido. Há tempos atrás tive o desprazer de participar como delegado de um episódio semelhantes. Parentes de um então senador se envolveram em delito de trânsito ( delito é diferente de acidente não esqueçãm). Porém foram beneficiados com o manto da impunidade. Sofreu um deles, uma pena imcompatível com a gravidade do ocorrido. A indenização não teve sequer o efeito inibitório e pedagógico que do instituto se espera. Aliás qual o valor justo da indenização pela morte de uma adolescente de 17 anos? Enquanto isso, na "pacata e tranquila" Pontal do Paraná, jovens vem se matando ( literalmente) por conta do tráfico de drogas. Somente em uma semana, dois homicidios e uma tentativa aconteceram. E duas delas nas instalações do antigo Santa Mônica Clube de Praia, de tantas tradições, atualmente servindo de mocó para bandidos e viciados. Essa instalação - Santa Mônica - foi adquirida pelo governo do Estado, para funcionar como faculdade.O imóvel foi depredado sob os olhares complacentes das autoridades estaduais e municipais. De qualquer forma parece estar se prestando àlguma coisa. Residência, ainda que temporária para marginais. Bela uso para um imóvel público. Enquanto isso, de novo - aqueles bandidinhos da corrupção, e outros ãos continuam a circular solertes e faceiros. Enfim, o manto da impunidade é extenso e abriga muita gente. Os contraventores intermediários se vêem às voltas com questões um pouco mais simples. Perder seu dinheiro para os bancos, por conta de não pagamentos, ou para os filhos esses convenientemente presenteados com bens e aplicações, numa espécie de "laranjas" familiares. Tem ainda a preocupação com os causídicos não muito éticos afeitos a um patrocínio infiel. Eu heim!. Obrigado Deus, por essas coisinhas banais que me acontecem e eu teimo em chamar de problemas.
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Um comentário:

Lella disse...

é verdade, eu e o gui estávamos há pouco tempo comentando como nossa vida é susse e feliz =)