terça-feira, 7 de abril de 2009

NEM COM JEITO VAI

Eu tinha justinho acabado de chegar de uma deliciosa sessão de exercícios na lavanderia, quando dei com meu marido,Bob, sonolento, entando à frente da televisão. " Você está vendo aí o que?"perguntei meio irritada. "
"Televisão"''
"Sei. E Está a 'vim de fazer o quê, quando acabar de ver ?"
" A fim do quê?"
"É! Que que você quer fazer?"
"Que é que eu quero fazer?"
"Droga! Vira a cabeça para cá!Fala comigo agora!"
"Estou falando", responde ele.
"Olha aí, que acho que era uma boa para o nosso casamento se a gente batesse uns papos construtivos à vezes"disse eu.
Para espanto meu, ele reagiu dizendo: É isso ai!" e desligou a TV.
Então ficamos assim, no lúgubre silêncio da sala de visita'"s de uma tarde de sábado.
"Bom", começo Bob, "sobre o que é que você quer falar?"
"Eu só queria saber que é que você estava querendo fazer",gaguejei.
"Fácil", disse ele. " O que eu estava querendo ea ver televisão".
"Sem bincadeira, poxa!" pedi.
Então ele: "Se você esta a fim de transar uma séria, a gente podia fala da nossa conta bancária"
"Bom, deixe pra lá" respondi.
"Outra coisa ( pode não se lá muito sério) mas eu também queria lhe pergunta o que aconteceu com a minha máquina de barbear. Está fazendo um baulho dos diabos e eu acho que não está mais funcionando direito"
'Isso é melhor você sabe do seu filho", respondi.
"Do meu filho?Mas ele não tem nem barba?!"
"Bom, depende da coisa que ele esteja barbeando...." disse eu.
"É eu quero lá saber o que ele barbeia?"
"Pode ser", disse eu. "Mas não vou dizer. De qualquer modo você vai saber pelo Sr.Petersen."
" O Sr.Petersen? Não é aquele que tem um são-bernardo?"
"É esse, respondi, " o são-bernardo que vai ter de usar o seu pulôver este outono. Bom, tudo isso pode ser interessante, mas não me parece uma conversa muito construtiva."
" Não sei por quê", disse Bob. " Afinal a gente tocou em todos os pontos de interesse comum".
"Querido, disse eu, " acho que a gente devia discutir o nosso futuro. Aonde vamos..."
"Aonde vamos? Tudo indica que à falência"
Sei quando o melhor é desistir.
"Amor, disse eu, " por que é que você não ver televisão, hein?"
LORRAINE COLLINS - abril/1976
PS - COMO SE VÊ A COISA É ANTIGA. PORTANTO, VIVA A TELEVISÃO.

Um comentário:

Lella disse...

hahahaha muito bom!